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    <title>instituto-clq</title>
    <link>https://www.institutoclq.org.br</link>
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    <item>
      <title>Como o controle da venda de ultraprocessados em escolas impacta seu consumo por adolescentes</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/como-o-controle-da-venda-de-ultraprocessados-em-escolas-impacta-seu-consumo-por-adolescentes</link>
      <description>Entenda como a venda de ultraprocessados nas escolas afeta o consumo de adolescentes. Promova hábitos alimentares saudáveis!</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Essa pesquisa, publicada na Cadernos de Saúde Pública, investigou se a existência de regulamentações sobre a venda de ultraprocessados em cantinas escolares influencia o consumo desses alimentos por adolescentes. O estudo considerou escolas públicas e privadas em todas as análises.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Segundo a pesquisa, a escola é o ambiente em que os estudantes passam a maior parte do dia e deveria ser um espaço de proteção à saúde, favorecendo a adoção de hábitos alimentares saudáveis. A comercialização de alimentos ultraprocessados nas escolas é um incentivo para seu consumo, uma vez que expõe os estudantes diariamente a produtos altamente atrativos, palatáveis, e muitas vezes, baratos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          O trabalho conclui que os estudantes de escolas localizadas em capitais que regulamentam a venda de ultraprocessados nas cantinas consomem menos esses alimentos. Já os alunos de escolas com maior disponibilidade de ultraprocessados nas cantinas têm maior consumo desses produtos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          1 - A QUAL PERGUNTA A PESQUISA RESPONDE?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A existência de regulamentações sobre a venda de ultraprocessados em cantinas escolares influencia o consumo desses alimentos por adolescentes?
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          2 - POR QUE ISSO É RELEVANTE?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A escola é o ambiente em que os estudantes passam a maior parte do dia e deveria ser um espaço de proteção à saúde, favorecendo a adoção de hábitos alimentares saudáveis. A comercialização de alimentos ultraprocessados nas escolas é um incentivo para seu consumo, uma vez que expõe os estudantes diariamente a produtos altamente atrativos, palatáveis, e muitas vezes, baratos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Dados da mais recente pesquisa de consumo alimentar representativa da população brasileira (Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2017-2018) mostram que 26,7% das calorias da alimentação de adolescentes brasileiros vêm dos ultraprocessados, configurando-se como o grupo da população que mais consome esses alimentos. Os ultraprocessados são responsáveis pela substituição de padrões de alimentação baseados em alimentos in natura e minimamente processados e estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e obesidade.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Compreender se a existência de leis influencia o consumo de alimentos pelos estudantes pode apoiar a elaboração de regulamentações que atuem diretamente sobre o ambiente alimentar escolar, protegendo as crianças e adolescentes contra os efeitos nocivos à saúde desses produtos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          3 - RESUMO DA PESQUISA
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Foi realizado um levantamento sistemático de leis, decretos, resoluções e portarias sobre a venda de alimentos e bebidas ultraprocessados nas cantinas escolares que estavam em vigor até 2019. Em seguida, foram usados dados da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) de 2019, uma pesquisa de base populacional, com dados representativos de estudantes de escolas públicas e privadas do país. A partir desses dados, foram avaliados quais alimentos estavam disponíveis nas cantinas das escolas e quais alimentos foram consumidos por 81.906 adolescentes de 13 a 17 anos, nas capitais brasileiras.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Com essas informações, foram investigadas duas questões principais: se a existência de regulamentações que incidem sobre o ambiente escolar estava associada ao menor consumo de alimentos ultraprocessados pelos estudantes; e se, entre adolescentes que frequentavam escolas com cantina, a venda de ultraprocessados nesses espaços estava associada ao maior consumo.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          4 - QUAIS FORAM AS CONCLUSÕES
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Os estudantes de escolas localizadas em capitais que regulamentam a venda de ultraprocessados nas cantinas consomem menos esses alimentos. Já os alunos de escolas com maior disponibilidade de ultraprocessados nas cantinas têm maior consumo desses produtos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Foram encontradas desigualdades entre as regiões do país. Na região Sul todos os alunos das capitais frequentavam escolas com regulamentação. Já as regiões Norte e Nordeste concentravam a maioria dos alunos que frequentavam escolas sem regulamentação.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Esses achados reforçam a importância de uma lei nacional, de caráter mandatório, que regulamente a venda de alimentos ultraprocessados nas escolas e no seu entorno, e estabeleça mecanismos claros para sua fiscalização.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          5 - QUEM DEVERIA CONHECER SEUS RESULTADOS?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gestores públicos e formuladores de políticas públicas interessados na promoção da alimentação adequada e saudável, diretores de escolas que possuem cantinas, pais e responsáveis preocupados com a alimentação e saúde das crianças e adolescentes e a comunidade científica.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          6 - REFERÊNCIAS
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Azeredo CM, de Rezende LFM, Canella DS, et al. Food environments in schools and in the immediate vicinity are associated with unhealthy food consumption among Brazilian adolescents. Preventive Medicine 2016;88:73–79. Disponível aqui.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Azeredo CM, Leite MA, Rauber F, et al. Are laws restricting soft drinks sales in Brazilian schools able to lower their availability? Revista de Saúde Pública 2020;54:42–42. Disponível aqui.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Cunha R de O, do Carmo AS, Silva UM, et al. Association between the food environment of Brazilian public and private schools and the consumption of ultra-processed foods: Analysis of the National Student Health Survey (PeNSE) 2019. Food Policy 2025;134:102871. Disponível aqui.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Rocha LL, Cordeiro NG, Jardim MZ, et al. Do Brazilian regulatory measures
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          promote sustainable and healthy eating in the school food environment? BMC Public Health 2023;23(1):2166. Disponível aqui.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Fonte:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://pp.nexojornal.com.br/academico/2026/02/23/como-o-controle-da-venda-de-ultraprocessados-em-escolas-impacta-o-consumo-desses-alimentos-por-adolescentes?utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Seleo%20da%20semana%20283&amp;amp;utm_content=Seleo%20da%20semana%20283+CID_5b2f68b85e4e3a799d325efc110ed550&amp;amp;utm_source=Email%20CM" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          https://pp.nexojornal.com.br/academico/2026/02/23/como-o-controle-da-venda-de-ultraprocessados-em-escolas-impacta-o-consumo-desses-alimentos-por-adolescentes?utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Seleo%20da%20semana%20283&amp;amp;utm_content=Seleo%20da%20semana%20283+CID_5b2f68b85e4e3a799d325efc110ed550&amp;amp;utm_source=Email%20CM
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
          © 2026 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Como o controle da venda de ultraprocessados em escolas impacta seu consumo por adolescentes
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 28 May 2026 19:26:51 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Como tornar a escola um ambiente menos estressante para os professores?</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/como-tornar-a-escola-um-ambiente-menos-estressante-para-os-professores</link>
      <description>Aprenda a reduzir o estresse dos professores e melhorar o ambiente escolar. Conheça as dicas do médico Gustavo Estanislau.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Convidado do Festival Encontro com o Porvir, o médico Gustavo Estanislau aponta caminhos para reduzir o esgotamento docente; inscreva-se e confira as principais recomendações
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          por Ruam Oliveira ilustração relógio 4 de maio de 2026
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Salas lotadas, excesso de demandas, necessidade de aperfeiçoamento profissional. Essas são algumas das situações às quais os professores estão sujeitos e que influenciam diretamente nos níveis de estresse desses profissionais.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          O clima escolar desregulado impacta até mesmo na forma como cada educador desenvolve suas atividades, e este é um dos temas centrais do “Festival Encontro com o Porvir: valorização e cuidado para quem ensina”, que acontecerá em São Paulo no dia 16 de maio. As inscrições são gratuitas e haverá certificado de participação.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          O médico psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame sua Mente, é presença confirmada no evento. Ele vai mediar a mesa “Saúde mental do professor: dicas para manter o equilíbrio no dia a dia”.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Autor do livro “Dilemas na educação: novas gerações, novos desafios” (Grupo Autêntica, 301 páginas) em coautoria com a educadora Alcione Marques, Gustavo acompanha de perto a rotina de profissionais da educação.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo explica que uma vida estressante significa estar em um estado constante de alerta, em que o sistema nervoso funciona em sobrecarga. “Isso faz com que a gente se sinta sobrecarregado, mais sensível emocionalmente, com menos capacidade de regular as emoções e mais cansado mentalmente”, destaca.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Para o psiquiatra, os educadores, antes de tudo, precisam entender estratégias que funcionem para ele próprio reduzir o estresse. “O professor funciona como um fio condutor do clima da sala de aula e como um modelo para os alunos”, complementa.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Em entrevista ao Porvir, ele apontou que reduzir os níveis de estresse dos professores passa por uma série de atitudes, que envolvem desde a maneira como a gestão se comunica à práticas de escuta ativa e espaços de descanso.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Confira os principais destaques: 
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Porvir: Ser professor é ter uma das profissões mais estressantes do mundo, de acordo com a OIT (Organização Mundial do Trabalho). Que tipo de ações as escolas podem promover para tornar a rotina um pouco mais leve?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Como tornar a escola um ambiente menos estressante para os professores?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/imagem-post-8.png" alt="Instituto de Ensino | Instituto CLQ"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Estanislau: Algumas ações importantes vão desde permitir que os educadores tenham pequenas pausas durante o dia. Pesquisas recentes mostram que fazer uma grande pausa, por exemplo, acaba sendo menos restaurador do que pequenas pausas ao longo do dia.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Outra ação seria ter algum tipo de orientação escolar que permita que os educadores se desconectem de atividades tecnológicas em momentos como o almoço ou pausas para café, por exemplo.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Isso também deveria ser tratado como uma campanha dentro da escola, porque a tecnologia, por mais que se coloque como um descanso ou uma forma de fuga da correria, tende a manter o sistema neurológico e o sistema nervoso em estado de alerta. Com isso, ela acaba atrapalhando os momentos de descanso.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Por outro lado, acho importante que os professores tenham um espaço de escuta, como rodas de conversa entre educadores que não sejam pautadas em julgamentos ou cobranças, onde possam falar da sua vida, das dificuldades e trocar experiências.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A valorização do professor também é algo que ajuda bastante a reduzir os níveis de estresse. Valorizar o professor vai além de reconhecer resultados; é validar o esforço diário, o empenho. Isso faz diferença.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Porvir: Como a gestão e as lideranças escolares devem guiar/orientar a equipe para influenciar o clima escolar, tornando-o menos estressante?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo Estanislau: Em primeiro lugar, na própria postura da comunicação das lideranças com o restante da comunidade escolar. São os gestores que acabam dando esse tom, muitas vezes.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A forma de comunicação, quando é acolhedora, baseada no reconhecimento do empenho e na valorização dos educadores e das pessoas que estão dentro da comunidade, tende a funcionar bem, porque esse comportamento acaba sendo replicado em outras escalas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Outra sugestão seria aplicar estratégias universais. O que quero dizer com isso? Estratégias que impactem toda a comunidade escolar, inclusive com a presença das famílias, se for possível. Intervenções como festas e eventos que promovam um contato positivo e leve entre as pessoas dentro da comunidade.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Esse tipo de ação também ajuda a desfazer um mito bastante comum, de que os responsáveis só devem ir à escola quando são chamados para críticas em relação aos filhos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Porvir: Que outras atitudes podem ser tomadas, levando em consideração o clima escolar?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo Estanislau: É importante citar condutas como políticas de zero bullying e campanhas que protejam contra as microviolências.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Essas microviolências são aquelas atitudes difíceis de perceber, como brincadeiras sem graça entre colegas ou professores, ou a permissão para que um aluno fale mal de outro dentro da escola. É importante que a comunidade escolar compreenda que essas microviolências são a base para que o ambiente se torne mais hostil.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          E vale lembrar que mesmo as pessoas que não estão diretamente envolvidas nessas situações também percebem o ambiente como mais tenso e negativo. Elas se sentem mais preocupadas quando sabem que esse tipo de situação acontece.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Além disso, campanhas voltadas para promoção de saúde também são importantes. Questões como sono, exercício físico, exposição ao sol, entre outras coisas simples assim, tendem a funcionar de forma positiva coletivamente.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Um professor e uma criança que dormem melhor chegam à escola no dia seguinte com um funcionamento mais saudável, mais leve, mais harmonioso, contribuindo para o clima escolar.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Porvir: Quais são os impactos de uma vida estressante na profissão? No caso dos professores, como isso impacta a forma de lecionar?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo Estanislau: Uma vida estressante significa estar em um estado constante de alerta, em que o sistema nervoso funciona em sobrecarga.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Isso faz com que a gente se sinta sobrecarregado, mais sensível emocionalmente, com menos capacidade de regular as emoções e mais cansado mentalmente. Esse cenário impacta em vários sentidos. Por exemplo, a dificuldade de se regular em sala de aula pode tornar o clima mais tenso.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Também pode afetar a concentração e a capacidade de captar informações. A memória de trabalho, que é essencial para o dia a dia — aquela que usamos para reter informações rápidas e executar tarefas — tende a funcionar pior quando estamos estressados.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Além disso, o corpo sofre. A pessoa fica mais propensa a adoecer, o que compromete o funcionamento geral. Sem contar que o estresse interfere no sono, na alimentação e pode gerar um efeito cascata, em que tudo passa a funcionar pior.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Ao longo do tempo, há um afastamento emocional do trabalho. A pessoa começa a se sentir como uma máquina, perde o sentido do que faz e isso pode levar à tristeza e até à depressão.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Porvir: Os estudantes também vivenciam momentos de estresse. Qual é o papel dos educadores nesse contexto?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo Estanislau: O educador, antes de tudo, precisa entender estratégias que funcionem para ele próprio reduzir o estresse. Ele funciona como um fio condutor do clima da sala de aula e como um modelo para os alunos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Então, o que ele pode fazer? Pequenas pausas antes de provas, no retorno do intervalo ou no início da aula ajudam a reduzir o estado de alerta dos estudantes. Também é possível ensinar técnicas meditativas básicas, se o educador se sentir à vontade. Vale reforçar a importância do sono para a redução do estresse.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Tudo isso está ligado a uma questão central: a presença do educador. Estar presente no sentido de estar atento, observando, percebendo.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Ter uma escuta ativa e um olhar atento para identificar sinais de sofrimento, que muitas vezes estão associados a momentos mais difíceis no clima escolar e na sala de aula.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Porvir: Quais seriam três dicas principais para reduzir o estresse na escola?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Gustavo Estanislau: Uma primeira dica seria a existência de um ambiente onde as pessoas possam se tranquilizar e se autorregular.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Um espaço mais silencioso, com menos estímulos, com ventilação adequada, água disponível e até uma música tranquila, pode ajudar as pessoas a descomprimir.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Sabemos que, quando bem manejados, os estados de estresse tendem a reduzir. Por isso, um ambiente mais calmo, com menos movimento, pode ser muito importante. Idealmente, toda escola deveria ter um espaço assim.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A segunda dica é investir na relação entre alunos e professores. Quando essa relação é ruim, ela geralmente está associada ao estresse. E relações estressadas tendem a evoluir para situações negativas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Fortalecer esse vínculo é essencial. Por exemplo, incentivar os professores a perguntarem com frequência como os alunos estão pode abrir espaço para relações mais afetivas, não apenas pedagógicas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A terceira dica envolve a previsibilidade. O cérebro humano reage mal à imprevisibilidade e tende a entrar em estado de alerta quando não sabe o que esperar.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Por isso, uma rotina escolar mais previsível ajuda o cérebro a se adaptar e reduz o estresse. Com mais previsibilidade, os níveis de alerta diminuem e o ambiente se torna mais estável.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Fonte:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://porvir.org/tornar-escola-menos-estressante-professores/?utm_source=Porvir&amp;amp;utm_campaign=704cc6a2f7-Newsletter_9526_Outros&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_9ba572b4f0-759fb40e5e-273804854" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          https://porvir.org/tornar-escola-menos-estressante-professores/?utm_source=Porvir&amp;amp;utm_campaign=704cc6a2f7-Newsletter_9526_Outros&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_9ba572b4f0-759fb40e5e-273804854
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/capa-post-8.jpg" length="24641" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 22 May 2026 18:25:08 GMT</pubDate>
      <guid>http://www.institutoclq.org.br/como-tornar-a-escola-um-ambiente-menos-estressante-para-os-professores</guid>
      <g-custom:tags type="string">Notícias</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/capa-post-8.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/capa-post-8.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Currículo, Movimento Maker e BNCC – itinerários possíveis</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/curriculo-movimento-maker-e-bncc-itinerarios-possiveis</link>
      <description>Aprenda a integrar o currículo com o Movimento Maker e a BNCC. Inscreva-se no curso e desenvolva habilidades essenciais para o século XXI.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          GALERIA DE FOTOS
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Cotidianamente temos vivido os avanços do mundo digital, da inteligência artificial do big data, das transformações no campo da comunicação, no acesso a informação e no modo de consumo da sociedade, isso tudo acontecendo em uma velocidade dessincronizada muitas vezes da nossa realidade dentro da sala de aula.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Nessa direção, como pensar um currículo e o dia a dia com nossos estudantes fazendo valer o verdadeiro sentido dos processos intitulados mão na massa? Como desenvolver os 4Cs – Critical Thinking /Pensamento Crítico, Collaboration/Colaboração, Communication/Comunicação e Creativity/Criatividade, habilidades cruciais para o famigerado século XXI?
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A partir dessa ótica é que realizamos o curso Currículo, Movimento Maker e BNCC – Itinerários Possíveis, onde as relações entre o fazer na contemporaneidade se faz necessário.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Currículo, Movimento Maker e BNCC – itinerários possíveis
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 20 May 2026 21:44:52 GMT</pubDate>
      <guid>http://www.institutoclq.org.br/curriculo-movimento-maker-e-bncc-itinerarios-possiveis</guid>
      <g-custom:tags type="string">Projetos</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>O que faz a Educação Fisica na Área de Linguagens</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/o-que-faz-a-educacao-fisica-na-area-de-linguagens</link>
      <description>Entenda a importância da Educação Física na área de Linguagens e seu impacto no desenvolvimento social e emocional dos alunos. Confira!</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Participantes
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Osmar Moreira de Souza Junior
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Doutor em Educação Física pela FEF-Unicamp; Mestre em Ciências da Motricidade pela Unesp; Graduado em Licenciatura em Educação Física pela Unesp-Rio Claro. Professor Adjunto no Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Coordenador do polo UFSCar e docente do quadro permanente do curso de Mestrado Profissional em Educação Física em Rede Nacional (PROEF). Co-autor dos livros Para ensinar Educação Física: possibilidades de intervenção na escola (2007) e Futebol de mulheres: a batalha de todos os campos (2018) e dos livros didáticos Práticas Corporais: Educação Física (anos iniciais e anos finais do Ensino Fundamental) (Ed. Moderna), aprovados nos PNLDs do Ministério da Educação de 2019 e 2020. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas dos Aspectos Pedagógicos e Sociais do Futebol (ProFut-UFSCar). Experiência na área de Educação Física escolar, tendo atuado como professor e coordenador de Educação Física no Ensino Fundamental e Médio de 1997 a 2008.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A BNCC – Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Fundamental, 1o ao 9o ano, está dividida em 5 áreas do conhecimento: Linguagens; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas e Ensino Religioso. A Educação Física está inserida na área de Linguagens dentro dessa divisão. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A partir desse inserto discutimos neste podcast o porquê a disciplina de Educação Física passa a ocupar essa área na divisão da BNCC, como a Educação Física Escolar tem se desenvolvido e qual é o seu papel nesse espaço. Discutimos também o uso de diferentes metodologias relacionadas às práticas pedagógicas e o ambiente extremamente fecundo que a Educação Física traz para explorarmos o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais dos estudantes. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Agora é só clicar no play! 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Materiais mencionados neste episódio:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           BNCC –
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/files/uploaded/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          Documento completo em pdf
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          LIVROS:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.amazon.com.br/Ensinar-Educa%C3%A7%C3%A3o-F%C3%ADsica-Possibilidades-Interven%C3%A7%C3%A3o/dp/8530808436/ref=asc_df_8530808436/?tag=googleshopp00-20&amp;amp;linkCode=df0&amp;amp;hvadid=379708321671&amp;amp;hvpos=&amp;amp;hvnetw=g&amp;amp;hvrand=6096178806885961545&amp;amp;hvpone=&amp;amp;hvptwo=&amp;amp;hvqmt=&amp;amp;hvdev=c&amp;amp;hvdvcmdl=&amp;amp;hvlocint=&amp;amp;hvlocphy=1001758&amp;amp;hvtargid=pla-423024767464&amp;amp;psc=1" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          Educação Física: possibilidades de intervenção na escola
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.amazon.com.br/Futebol-mulheres-batalha-todos-campos-ebook/dp/B07D3GY93T" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          Futebol de mulheres: a batalha de todos os campos
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://moderna.com.br/escola-publica/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          Práticas Corporais: Educação Física – Ensino Fundamental
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Contato:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Site –
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.proef.ufscar.br/o-programa/docentes/prof-dr-osmar-moreira-de-souza-junior" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          Clique aqui para acessar
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Ficha técnica deste episódio
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Apresentação: Sérgio Ferreira
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Edição: Papo Mídia
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Produção: INSTITUTO CLQ.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/banner-podcasts-7.jpg" length="140817" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 20 May 2026 19:12:55 GMT</pubDate>
      <guid>http://www.institutoclq.org.br/o-que-faz-a-educacao-fisica-na-area-de-linguagens</guid>
      <g-custom:tags type="string">Podcasts</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/capa-podcasts-7.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ciências indígenas contra desinformação climática</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/ciencias-indigenas-contra-desinformacao-climatica</link>
      <description>Entenda como as ciências indígenas ajudam a combater a desinformação climática. Apoie a educação ambiental com o Instituto CLQ.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em um cenário de emergência climática e disputa de narrativas acirrada pela polarização política e fundamentalismo religioso, a escola – lugar estratégico na formação de novas gerações – tem sido palco de desinformação sobre o tema, como apontou a agência Aos Fatos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          De um lado, a organização De Olho no Material Escolar (DONME) que, desde 2021, tem unido esforços para interferir na representação do agronegócio nos materiais didáticos, exercendo pressão sobre as principais editoras do Brasil para construir uma imagem ainda mais positiva do “agro”.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Assim, o lobby do DONME opera para a continuidade de um modo de vida no planeta que contribui para a situação de crise que vivemos: omitindo danos deste grupo econômico, como o desmatamento e as queimadas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Do outro lado, o movimento indígena e socioambientalista, desde a década de 1970, vem trabalhando por uma educação que reconheça as ciências indígenas na promoção de práticas sustentáveis alinhadas à preservação do ecossistema e da biodiversidade, e represente a sociodiversidade brasileira de forma justa.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Uma conquista é a Lei 11.645/2008, que há 18 anos tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras em todas as escolas do país. Medida de reparação histórica, justiça curricular e que está em consonância com a urgência ambiental do século XXI, a Lei, no entanto, tem tido baixa implementação, como demonstrou o Diagnóstico Equidade, do Ministério da Educação.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Os povos indígenas desenvolveram, ao longo de milênios, formas de relação com a natureza que não se baseiam na exploração infinita, mas na reciprocidade. Atualmente, com o enfrentamento a ondas de calor extremo, enchentes que afogam cidades inteiras e impactos socioeconômicos resultantes das mudanças climáticas, ensinar que existem formas diversas de se relacionar com o ambiente é oferecer às novas gerações ferramentas intelectuais para traçarmos rotas de fuga da crise climática.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Um exemplo disso são as Terras Indígenas (TIs), elas correspondem a aproximadamente 14% do território nacional, e o mais impressionante, contudo, é: 98% de sua vegetação segue preservada. As TIs funcionam como verdadeiros escudos climáticos, regulando o regime de chuvas e mantendo o estoque de carbono indispensável para o equilíbrio do planeta e inclusive para a manutenção das atividades agrícolas, conforme aponta a Nota Técnica do Instituto Serrapilheira.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Se queremos, de fato, melhorar a educação brasileira e enfrentar as crises do nosso tempo, precisamos escutar os povos indígenas, aprender com suas experiências e garantir que suas perspectivas estejam no centro das decisões educacionais e das soluções que precisamos construir coletivamente. Porque quando a escola reconhece a diversidade de saberes, toda a sociedade aprende.
          &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Ciências indígenas contra desinformação climática
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/60c1f7ad/dms3rep/multi/imagem-post-9.jpg" alt="Instituto de Ensino | Instituto CLQ"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Nesse sentido, o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), tem atuado na defesa de políticas públicas com qualidade e equidade, destacando o edital Aldear a Educação Básica, que reconheceu e premiou práticas pedagógicas ambientalmente sustentáveis, de valorização da sociodiversidade e combate ao racismo contra povos indígenas que fortalecem a Lei 11.645/2008 no chão das escolas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Em contraposição a movimentos de grupos específicos que buscam legitimar seus interesses individuais, o que temos feito demonstra que a valorização das ciências indígenas nos currículos não é apenas um discurso, mas uma prática coletiva. A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), por exemplo, inspirada na filosofia do “reflorestar mentes”, na reconstrução das relações com a Mãe Terra e com todos os seres e do bem viver como horizonte político e pedagógico, aprovou, na I Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, a efetivação da Lei 11.645 com prioridade para integrar o I Plano Nacional de Políticas para Mulheres Indígenas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Dos livros didáticos à prática em sala de aula, valorizar as ciências indígenas não é apenas reparação histórica, mas uma estratégia essencial para enfrentar a emergência climática, fortalecer a democracia e construir um projeto educacional verdadeiramente intercultural e plural. Mais do que incluir conteúdos na escola, trata-se de cultivar o maravilhamento diante da sociodiversidade de povos, saberes e territórios do Brasil — e transformar essa consciência em prática pedagógica comprometida com a vida.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Fonte:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/ciencias-indigenas-contra-desinformacao-climatica?utm_source=Institucional&amp;amp;utm_campaign=659dfa7dfe-EMAIL_CAMPAIGN_2024_06_11_05_51_COPY_01&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_-3182d397a9-279518988&amp;amp;mc_cid=659dfa7dfe&amp;amp;mc_eid=2a4c896ec2" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/ciencias-indigenas-contra-desinformacao-climatica?utm_source=Institucional&amp;amp;utm_campaign=659dfa7dfe-EMAIL_CAMPAIGN_2024_06_11_05_51_COPY_01&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_term=0_-3182d397a9-279518988&amp;amp;mc_cid=659dfa7dfe&amp;amp;mc_eid=2a4c896ec2
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:25:08 GMT</pubDate>
      <guid>http://www.institutoclq.org.br/ciencias-indigenas-contra-desinformacao-climatica</guid>
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    </item>
    <item>
      <title>Quem é responsável por validar a verdade na era da pós-verdade</title>
      <link>http://www.institutoclq.org.br/quem-e-responsavel-por-validar-a-verdade-na-era-da-pos-verdade</link>
      <description>Analise a desinformação na era da pós-verdade. Entenda a responsabilidade na validação da verdade e como isso afeta a educação.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O problema da desinformação não é apenas cognitivo. É de governança, infraestrutura e modelo de negócio
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Quem decide o que é verdade? Não no sentido filosófico, mas no operacional. Vídeos manipulados viralizam antes de qualquer checagem. Algoritmos definem o que é “relevante” para cada usuário com base em métricas de engajamento, não de precisão. Governos propõem leis sobre “informação verdadeira” sem critérios transparentes. No Brasil, o debate sobre regulação de plataformas digitais trouxe à tona essa tensão: quem arbitra a veracidade de um conteúdo, e segundo quais parâmetros? A questão não é abstrata. É um problema de governança, de infraestrutura e de modelo de negócio.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A expressão “pós-verdade” se consolidou no debate público como rótulo genérico que mistura fenômenos distintos: fake news, teorias conspiratórias, propaganda computacional e perda de confiança institucional. Essa generalização mais atrapalha do que ajuda. O ponto central não é que as pessoas “não querem saber a verdade”. O ponto é que o ecossistema digital em que circula a maior parte da informação contemporânea foi construído para monetizar atenção, não para distribuir conhecimento. Plataformas otimizam engajamento emocional e velocidade de circulação. Precisão factual não é uma métrica relevante nesse sistema. Uma manchete alarmista ou um áudio falso compartilhado em grupos de WhatsApp geram mais interação do que uma apuração rigorosa de três semanas. A arquitetura é essa.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Surgiram respostas. Fact-checking, alfabetização midiática, regulamentação de conteúdo, inteligência artificial aplicada à moderação. Todas têm valor, mas compartilham uma premissa frágil: assumem que o problema é essencialmente informacional e que se resolve com mais ou melhor informação. Na prática, a desconfiança nas instituições não nasceu de um déficit cognitivo da população. Nasceu de falhas reais e repetidas dessas mesmas instituições — da cobertura enviesada de crises políticas a escândalos envolvendo órgãos de controle. Nenhum selo de “fato verificado” conserta, sozinho, uma relação de credibilidade que foi corroída ao longo de décadas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          David Buckingham, em “The End of Information” (Polity, 2026), problematiza esse ponto com precisão. As respostas dominantes ao ecossistema da desinformação tratam sintomas, não causas. Ao focar em “alfabetizar” o indivíduo, transferimos para ele uma responsabilidade que deveria recair sobre as estruturas que permitem e lucram com a circulação de conteúdo falso. A lógica é análoga à que se observa no debate ambiental, quando a responsabilidade pela crise climática é deslocada para escolhas individuais de consumo e não para cadeias produtivas e marcos regulatórios. O cidadão é convocado a ser mais crítico, mais atento, mais preparado, enquanto as condições estruturais que alimentam o problema seguem intactas.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          No Brasil, o debate sobre regulação de plataformas digitais trouxe à tona essa tensão: quem arbitra a veracidade de um conteúdo, e segundo quais parâmetros?
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Aparece aqui um paradoxo operacional que merece atenção. Para combater a pós-verdade, criamos validadores da verdade: checadores, reguladores, comitês de ética digital, sistemas automatizados de moderação. Mas quem audita esses validadores? Toda instância de validação está inserida em relações de poder e de incentivo econômico. Os próprios projetos de checagem dependem, em boa medida, de financiamento das mesmas plataformas cujos efeitos pretendem mitigar. Isso não invalida o trabalho feito, mas impõe um limite estrutural à sua independência e ao seu alcance.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Nas plataformas, a autoridade editorial migrou dos jornais para os algoritmos. O resultado não foi a democratização da informação, como se prometeu nos primeiros anos das redes sociais. Foi a privatização da curadoria sem prestação de contas. Quando Meta, X ou TikTok decidem o que amplificar e o que suprimir, exercem poder editorial enorme, sem nenhuma das obrigações que historicamente acompanharam esse papel no jornalismo tradicional. A decisão recente da Meta de encerrar parcerias com checadores de fatos nos Estados Unidos exemplifica essa dinâmica. A empresa reorganiza sua política de moderação segundo interesses corporativos e conjunturais, e o ecossistema informacional inteiro se reconfigura de acordo.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A educação midiática aparece como solução recorrente. É necessária, sem dúvida. Mas pensamento crítico ensinado como checklist, “verifique a fonte”, “procure em dois sites”, “desconfie de títulos sensacionalistas”, é insuficiente diante da sofisticação crescente dos mecanismos de desinformação. Deepfakes gerados por inteligência artificial, campanhas coordenadas de manipulação narrativa e bots que simulam consenso social são desafios que não se resolvem com letramento individual. Esse tipo de abordagem, quando desacompanhada de medidas estruturais, funciona mais como álibi institucional do que como política efetiva.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          O caminho mais realista passa por tratar a verdade como o que ela de fato é na prática: uma construção coletiva que depende de infraestrutura, incentivos e governança. Enfrentar a pós-verdade exige mexer nos modelos de negócio da economia da atenção, criar mecanismos reais de responsabilização para plataformas, financiar jornalismo independente de forma sustentável e investir em educação que vá além da técnica e alcance a formação política e a compreensão sistêmica dos fluxos de informação.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          A pergunta “quem valida a verdade?” não tem resposta simples. E é exatamente por isso que ela importa. Não como convite ao relativismo, mas como alerta: a verdade, para funcionar numa democracia, precisa de mais do que boas intenções. Precisa de design institucional.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Pedro Teberga é professor universitário e especialista em desenvolvimento de negócios digitais. Como empresário, esteve envolvido em diversos projetos de tecnologia e educação em empresas de médio e grande porte (Banco do Brasil, Procter &amp;amp; Gamble, VTEX, Azul, Locaweb, Bayer, entre outros). Graduado, mestre e doutor pela FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), coordena e ministra cursos em instituições prestigiadas, incluindo Faculdade Einstein, Inteli (Instituto de Tecnologia e Liderança), ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), FGV (Fundação Getulio Vargas), FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), Centro Universitário Belas Artes e FIA (Fundação Instituto de Administração), além de atuar como professor visitante na NOVA SBE (Nova School of Business &amp;amp; Economics), em Portugal. É especializado em temas relacionados a marketing, tecnologia, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de produtos.
          &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Fonte:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2026/03/22/pos-verdade-desinformacao-confiabilidade-internet-redes-sociais?utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260324&amp;amp;utm_content=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260324+CID_89c6f6788763891e8633fc2e19137ab7&amp;amp;utm_source=Email%20CM&amp;amp;utm_term=Leia%20no%20ensaio%20de%20Pedro%20Teberga" target="_blank"&gt;&#xD;
      
          https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2026/03/22/pos-verdade-desinformacao-confiabilidade-internet-redes-sociais?utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260324&amp;amp;utm_content=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260324+CID_89c6f6788763891e8633fc2e19137ab7&amp;amp;utm_source=Email%20CM&amp;amp;utm_term=Leia%20no%20ensaio%20de%20Pedro%20Teberga
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Quem é responsável por validar a verdade na era da pós-verdade 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Quem é responsável por validar a verdade na era da pós-verdade
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 18:25:08 GMT</pubDate>
      <guid>http://www.institutoclq.org.br/quem-e-responsavel-por-validar-a-verdade-na-era-da-pos-verdade</guid>
      <g-custom:tags type="string">Notícias</g-custom:tags>
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